O Lar

Nossa História

Uma trajetória iniciada em 1938, construída por pessoas que fizeram da solidariedade parte da história de Atibaia.

Desde 1938

Memória institucional

Uma história que atravessa gerações

A história do Lar Dona Mariquinha Amaral está profundamente ligada à própria história de Atibaia. Preservar os nomes, os documentos e as imagens de quem participou dessa trajetória é também preservar a memória da instituição.

A origem do nome do Lar

Retrato histórico do Dr. Zepherino Alves do Amaral
Dr. Zepherino Alves do Amaral

Zepherino Alves do Amaral, nasceu em Atibaia (SP), em 30 de novembro de 1885. Era Médico. Faleceu em 13 de novembro de 1962, dias antes de completar 77 anos. Era filho de Claudino Alves do Amaral e de Maria Jacobina da Silveira, cujo nome de casada mudou-se para Maria Alves do Amaral.

Dr. Zepherino Amaral prestou grandes serviços à população de Atibaia. Em 1946 comprou um prédio na Praça Miguel Vairo e doou para a instalação de um abrigo de menores, que já existia desde 1938. A instituição recebeu o nome de sua mãe e passou a se chamar Lar Dona Mariquinha Amaral.

Retrato histórico de Dona Mariquinha Amaral
Dona Mariquinha Amaral

Memória do Lar

O Lar Dona Mariquinha Amaral

Sua História e Seus Objetivos

Maria Carmem Cardoso Pompeu

Desde 1938 existe, em Atibaia, o Lar Dona Mariquinha Amaral, fundado por iniciativa de D. Ignês da Conceição que o dirigiu até 1942, quando faleceu.

Nesses quase 90 anos, muitos foram aqueles atentos aos objetivos que nortearam o amparo e a assistência ao menor desamparado, em nossa cidade.

Sob a liderança de D. Ignês da Conceição o Abrigo de Menores recebeu os esforços do Juiz Samuel Francisco Mourão, do Promotor Luiz de Azevedo Castro e do Delegado de Polícia Carlos Viana passando a receber meninas desamparadas. A história ainda registra a doação de vida de muitos atibaienses: Licínio Carpinelli, José Pires Alvim, Atílio Russomanno, Benedito Santos, José de Aguiar Peçanha (Juca Peçanha), Francisco de Aguiar Peçanha, Padre Francisco Rodrigues dos Santos (Padre Chico), Rosa Santoni, Capitão Adolfo Alves, Florêncio Pires de Camargo, Antônio S. Garcia Lopes, Oswaldo Barreto, Antônio Conti, João Teixeira da S. Braga, Fausto Passos, João B. Conti, Abrãao Zigaib, Valeriano Rosa, Jarbas Bueno de Aguiar, Antônio Bonini, Joviano Alvim, Lamartine Fagundes, Juvenal C. Aguirre, Joaquim Cintra Sobrinho, João B. de Melo Oliveita, Miguel Arcanjo do Amaral, Afonso de Matos, Horácio Neto, José Arantes Monteiro, João Cunha Franco, Nilo Cunha, Nair Cunha, Geraldino Russomanno, José Preto da Silva e José Herculano Bueno.

O Abrigo de Menores foi registrado como Entidade Assistencial em 1942, passando a receber subvenções municipais, estaduais e federais, sendo assistido por muitos particulares, atentos aos seus objetivos e lhe deixando doações, que possibilitaram a compra da primeira sede própria, em prédio da Praça Dr. Miguel Vairo, nº 135.

A figura do Dr. Zepherino Alves do Amaral é a do grande benemérito, sempre atento às necessidades do Abrigo e não poupando esforços e boa vontade. Suas doações deram vida ao Abrigo e, mais tarde, a entidade recebeu o nome de sua mãe, justa homenagem pelo muito realizado pelo Dr. Zepherino Alves do Amaral.

Benedito Santos esteve na Presidência do Abrigo de Menores de 1942 a 1948. Grandes benfeitores foram, nesse período, D. Virgínia Assis Pacheco, Artur Rodrigues de Siqueira, Domingos Ferrari, D. Verônica Martinelli, Pedro Elias de Godoi, Anna Ferrari. São Atibaienses e amigos de fora compreendendo que o Abrigo se propunha a receber, educar, e amparar com carinho todas as crianças abandonadas e desamparadas deste município, de 3 a 12 anos de idade. (atualmente de 0 a 18 anos incompletos).

1948

Em 1948 o Presidente eleito José Pires de Camargo, enfrentou sérias dificuldades materiais e financeiras.

1949

Em 1949 assume a Presidência Teresa Marcílio, com Maria de Lucca Russomanno e imprimem novo ritmo a entidade. Período áureo do abrigo: campanhas, grande envolvimento comunitário, mudança de estatutos assistindo menores em regime de internato e semi-internato, amparando mães solteiras. Muito do realizado por Tereza Marcílio está na lembrança e no coração atibaiense: aspectos materiais e muita formação, ampliações, reformas, criações. Essa extraordinária mulher, ainda residindo entre nós, deu o melhor de si mesma, durante sete anos pelo “Lar Dona Mariquinha Amaral”, residindo nas suas próprias dependências, para assistir mais aquelas crianças. Aí deixou os aspectos marcantes como professora e orientadora. Conseguindo colaboração de muitos e atenta a todos os aspectos a serem assistidos.

1957

Em 1957 o Lar passa a ser presidido por João Moreno, permanecendo ate 1966. A entidade cresceu em propriedades e no atendimento aos menores. A doação dessa vida é também marco na história do Lar Dona Mariquinha Amaral. As dificuldades vencidas e superadas. A cada ano, novos doadores e aqueles que mais se preocuparam com o Lar, devotaram suas vidas pelos menores abandonados de Atibaia.

1967

Em 1967, assume a Presidência Antônio Chizze e o Lar passa a atender sempre maior número de crianças, já de ambos os sexos. Seu patrimônio, em ascensão. Assistindo, em 1964, o máximo registrado em sua história: 48 crianças, de 3 á 16 anos de idade, 240 sócios colaboradores.

1973

Em 1973, assumiu a Presidência Tranquilo Massoni: o que tem realizado quase sozinho, nestes dez anos, sabemos todos nós. É o Pai e amigo de todas as crianças, aquele que as leva para cortar os cabelos, a passear, quem lhes compra os remédios, atento a tudo, dando sua vida e preocupações diárias.

2014

Em 2014, assumiu a Presidência Mariana Pires de Camargo.

2017

Em 2017, assumiu a Presidência Solange Lucion. Pós-graduada em Gestão de Entidades do Terceiro Setor, implementou ampliações no estatuto, permitindo que a entidade preste serviços de assistência a Idosos, Sindrome de Down, Espectro do Autismo e Dependentes Quimicos. Também permite parcerias com outras entidades para projetos em conjunto e atendimentos em todo o território nacional. Desde 2023 apoia o projeto de Ciclismo Social ADESE, fornecendo lanches para as crianças atendidas e repassando doações de Bicicletas.

Desde 1938

Uma memória que continua viva

Fotografias, documentos e relatos ajudam a contar como o Lar atravessou décadas de transformações sem perder sua ligação com Atibaia e com as pessoas que fizeram parte de sua história.

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